Archive for March, 2007

PC com Windows é venda casada?

Tuesday, March 27th, 2007

Estava lendo um artigo no MeioBit sobre como alguém conseguiu reembolso da Dell referente ao Windows que ele não queria instalado. Até aí normal, mas lendo os comentários que se seguiram no site que estava linkado no artigo, percebi muita gente alegando essa prática de vender computadores com o Windows instalado como sendo “venda casada”, o que é ilegal de acordo com o Código de Defesa do Consumidor(CDC).

Dei uma olhada no CDC no artigo que trata sobre o que chamam de “venda casada”:

Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Não sei se tem outra seção no CDC complementando essa mas se for só isso, acho que faltam esclarecimentos. Eu posso ir no McDonald’s pedir um BigMac, pedir pra tirar o pickles e receber o reembolso?

No meu entender, os notebooks e PCs são como um pacote que você adquire. Assim como um pacote turístico com hotel, almoço e atrações embutidas. Cabe ao cliente decidir se quer o pacote ou procurar por algum agente de turismo que ofereça pacotes personalizados. Deveria ser a mesma coisa com computadores.

Essa lei de “venda casada” poderia ser útil em outros cenários, como:

  • quando o produto ou serviço não tem similar no mercado
  • quando os dois(ou mais) produtos ou serviços não tiverem nenhuma relação (exemplo: computador + bicicleta)

Querer escolher o SO é uma coisa, muito bem. Mas querer incriminar uma empresa por não ter disponível UM dos modelos de computador ou notebook sem Windows pré-instalado aí já é outra coisa bem diferente. E aquele laptop de $100 ou $200(sei lá quanto vai custar no final)  que o governo quer subsidiar, que já vem com Linux, como que fica?

Renda extra como freelancer: numa dessas você pode ajudar a fundar o próximo Digg

Friday, March 23rd, 2007

Uma boa opção para designers e desenvolvedores que querem ter uma renda extra são os sites específicos para conseguir trabalho freelance. A maioria desses sites funciona de maneira similar - alguém interessado em adquirir serviços(contratante) posta um anúncio e os freelancers cadastrados dão um lance com o preço para completar o serviço. O contratante então analisa o preço cobrado, a reputação e história de cada freelancer que participou dando lance e escolhe aquele que julga ser melhor para o serviço. É como um leilão de serviços, só que em vez de quem quer vender iniciar o leilão, é quem quer comprar que inicia.

Existem vários sites desse tipo, dentre eles, destaco e recomendo o Elance se você sabe um inglês básico. Já participei durante uns anos desse site entre 2003 e 2005. Foi através desse site que o fundador do Digg, Kevin Rose, apareceu no site com sua idéia, postou seu anúncio e escolheu um dos freelancers. Hoje, esse ex(?)-freelancer trabalha no Digg como engenheiro de software. Quem sabe você que está interessado possa ser o próximo a participar da fundação de um Digg da vida? Acho que naquela época eu já participava do Elance mas não lembro de ter visto nenhum anúncio que indicava que o Digg estaria nascendo!

Mas começar a participar desse site não é tão fácil. Primeiro que os freelancers têm que pagar uma anuidade para poder participar. Atualmente está em mais de $300 para uma inscrição básica - existem vários níveis mas a básica já dá pra participar da maioria dos anúncios. Fora isso também cobram uma porcentagem por serviço completado, em torno de 8~9%.

Segundo que no começo você não tem nenhuma reputação, então é aquela história do ovo e da galinha. Você não tem reputação, então não consegue ser escolhido, e sem ser escolhido você não consegue ter reputação. Pra vencer essa barreira, você pode baixar o preço ou adotar uma tática de guerrilha mais séria, tipo, ler a descrição, adiantar o serviço e colocar no seu lance algo como “Olha, já tenho seu serviço pronto” - aí você corre o risco do interessado no serviço te ignorar.

Terceiro, tem a concorrência. Nessa área de desenvolvimento web você vai competir principalmente com desenvolvedores da Índia e do Leste Europeu. É impressionante o número de freelancers indianos. Pior que eles podem praticar um preço ótimo, então a concorrência é dura.

Quarto é que existe um sistema de notas de 1 a 5 para cada serviço completado e sua nota média sempre aparece ao lado do seu username. Ou seja, se no seu primeiro serviço você pega alguém mal-humorado e ele te dá nota 1, pode esquecer sua inscrição porque ninguém mais vai te escolher. A grande maioria dos que compram serviços prestam muita atenção na sua reputação e nota antes de escolher. Bom eu dei sorte e só peguei o primeiro mal-humorado depois de uns 30 serviços e mesmo assim ele deu 3.

Mas o Elance tem suas vantagens em relação aos outros. A própria anuidade é também uma vantagem porque cria uma barreira de entrada. Se não fosse isso, talvez ia ter muita gente se inscrevendo só pra dar golpe. Também a concorrência seria muito maior sem ela. Outra vantagem é que o Elance estabelece um lance mínimo, que na época era $100 para a categoria de desenvolvimento web. Ou seja, ninguém pode oferecer serviço por menos de $100.

De vez em quando apareciam uns compradores “mão-aberta” que pedem pra instalar algum script tipo Wordpress, você dá o lance de $100, eles aceitam e ainda te pagam $150 porque gostaram do serviço.

Existem outros sites no mesmo estilo:

- Scriptlance: não tem barreira de entrada e nem lance mínimo, então aparece um monte de lance de $5 que nem vale a pena competir. Mas se você estiver interessado em contratar algum freelancer para algum serviço rápido, aí vale a pena dar uma pesquisada. Já usei mas para comprar serviços.
- RentACoder: achei muito confuso e você não pode ver o lance dos outros, então fica difícil você dar um lance competitivo.
- Guru.com: parece que funciona de maneira bem parecida com o Elance mas nunca usei.

Fica a dica então.

Google introduz modelo CPA para anúncios

Tuesday, March 20th, 2007

Agora os anunciantes do Adwords poderão optar pelo modelo CPA (Cost Per Action) de anúncios. O lado bom é que os editores poderão escolher qual campanha querem rodar, de acordo com o FAQ. Será mais uma ferramenta para otimizar as páginas que têm performance ruim com o método tradicional. O lado ruim, na minha opinião, é que isso pode dispersar os anunciantes entre esses dois modelos, CPC e CPA, possivelmente fazendo com que os cliques fiquem mais baratos.

Já estou vendo que o programa Adsense não vai ser mais só esse negócio de plugar o código e ficar assistindo o que acontece. Vai ter muito espaço tweaks que podem ter grande impacto nos ganhos. Só o tempo dirá.

Para mais detalhes, veja:

http://services.google.com/payperaction/index.html

via: WarriorForum

Google Phone: Não acredito

Tuesday, March 20th, 2007

Os rumores de que o Google estaria planejando entrar no mercado de celulares cresceram depois de declarações feitas por uma diretora do Google na Espanha. A fonte original parece ser essa. Continuo achando pouco provável e menos provável ainda são as imagens-conceito que andam circulando por aí. Para mim é tudo obra de fãs do Google ou designers entediados no trabalho.

Se o Google entrar no mercado de aparelhos celulares, corre o risco de não conseguir implementar seus softwares para dispositivos móveis. Poderia haver boicote aos softwares do Google pelas outras fabricantes. Por isso a Microsoft, com tanto tempo de estrada, não faz PC com marca própria.

O mais provável é que o Google lance um modelo em parceria com outro fabricante. E talvez, conseguir o mesmo tipo de parceria com outros fabricantes. E o que a diretora do Google na Espanha falou está muito vago, longe de ser algo “confirmado”.

Adsense: observações e dicas para melhorar o CTR

Tuesday, March 13th, 2007

Como todo editor do Adsense, eu também tenho minhas dicas para melhorar o CTR dos anúncios. Um bom CTR para visitantes que chegam através de buscadores fica em torno de 5%~7%, se o tema do conteúdo for bem focado. Note que eu estou falando do CTR para os ‘paraquedistas’. Aqui vão minhas dicas:

1) Textos curtos
Isso é mais uma observação do que uma dica em si. O que tenho notado é que textos curtos de aproximadamente 10~15 linhas têm CTR melhor. Devido a vários fatores, isso não está muito sob controle do editor. Não dá para terminar um artigo no meio. Mas pode-se considerar quebrar o artigo em mais páginas. O problema é que textos mais curtos também podem influenciar negativamente o ranking da página nos buscadores.

2) Anúncios abaixo do conteúdo
Muitos editores do Adsense dizem obter melhores resultados quando os anúncios estão acima do conteúdo, por exemplo, logo abaixo do título(header). Outros dizem que não importa bem o local, desde que esteja na área de visão do usuário sem necessitar rolar a tela. A minha preferência é colocar os anúncios, geralmente um bloco 336×280, abaixo do conteúdo. Isso quando o conteúdo é curto, como mencionado no ítem 1. Então, na minha opinião, quando o conteúdo tiver poucas linhas, a melhor posição para o bloco de anúncios é no fim do texto, abaixo do conteúdo.

3) Layout Limpo
Muitas pessoas lotam o layout com botões e outros widgets, principalmente na barra lateral. Muitas vezes, esses widgets não possuem muita utilidade e estão mais para enfeitar mesmo. Também podem distrair seus visitantes, portanto, antes de colocá-los, reflita se realmente vão ser úteis, pesando os prós e os contras.

4) Estatísticas por página
Com a ajuda de algum script ou software, analise quais páginas têm o maior número de visitantes que chegam pelos sites de busca e o seu CTR. Ajustando páginas específicas com alto número de visitantes, fica mais fácil saber o que dá ou não dá resultado, para cada caso. Existem scripts desenvolvidos especificamente para coletar estatísticas de páginas com anúncios do Adsense como Asrep e AdSpyTracker. Ambos permitem uma análise mais fina de tráfego do que muitos outros scripts de estatísticas por aí.

Unificando as URLs do seu site - com ou sem ‘www’

Friday, March 9th, 2007

Como muitos devem saber e outros tantos não, os buscadores(Google, Live.com, Yahoo!, etc..) podem indexar 2 versões das páginas do seu site, uma com o ‘www’ na frente e outra sem. Exemplo:

  • www.meusite.com.br
  • meusite.com.br

Não apenas a página principal mas todas as páginas internas também:

  • www.meusite.com.br/pagina1.html
  • meusite.com.br/pagina1.htm

Para quem vê pode não fazer diferença, mas para um buscador, são 2 páginas com conteúdo duplicado. Alguns dizem que os buscadores penalizam páginas ou até mesmo sites inteiros se forem encontradas muitas páginas diferentes com o mesmo conteúdo. Não sou muito adepto dessa teoria, para mim, os buscadores apenas tentam colocar a versão mais antiga no topo da página de resultados.

Porém, existe outra desvantagem em não ter as suas URLs unificadas em uma versão. Se por exempo, o seu site tiver 2 links, 1 apontando para a versão com ‘www’ e outra apontando para a versão sem ‘www’, no final você vai ter 2 páginas repetidas com um incoming link cada um. Competindo com outros sites, seria melhor se você tivesse apenas 1 página com 2 incoming links.

Para dar um toque de “oficialidade” a esse tópico, segue um vídeo com um dos engenheiros do Google explicando o caso(mencionado mais no final do vídeo)

http://video.google.com/videoplay?docid=4526554928294588907

Como unificar as versões?

Uma maneira simples de unificar as versões é através da criação de um arquivo .htaccess e subir esse arquivo para o diretório raíz público do seu site.

Usando um editor de texto, crie um arquivo e copie esse código para unificar para a versão com ‘www’:

RewriteEngine On
RewriteCond %{HTTP_HOST} ^meusite.com$
RewriteRule ^(.*)$ http://www.meusite.com/$1 [R=301,L]

Se você preferir a versão sem ‘www’:

RewriteEngine On
RewriteCond %{HTTP_HOST} ^meusite.com$
RewriteRule ^(.*)$ http://meusite.com/$1 [R=301,L]

Substitua ‘meusite.com’ pelo seu domínio. Depois, salve esse arquivo como ‘.htaccess’ e suba para o seu site. Antes, verifique se já não existe um arquivo .htaccess no seu site. O Wordpress por exemplo, cria um arquivo .htaccess, provavelmente caso você habilite as permalinks com URLs amigáveis. Nesse caso, baixe o .htaccess já existente e edite, colando o código na parte de cima. Por exemplo, nesse site, o Wordpress já tinha criado um .htaccess para mim, então, editando o arquivo ficou assim:


RewriteEngine On
RewriteCond %{HTTP_HOST} ^sekaiju.net$
RewriteRule ^(.*)$ http://www.sekaiju.net/$1 [R=301,L]

# BEGIN WordPress
<IfModule mod_rewrite.c>
RewriteEngine On
RewriteBase /
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-f
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-d
RewriteRule . /index.php [L]
</IfModule>

# END WordPress

O que tudo isso faz é que quando alguém digita ‘meusite.com’ no browser, o servidor vai automaticamente redirecionar para www.meusite.com ou vice-versa. Experimente digitar uma das versões no browser após ter subido o arquivo. O redirecionamento tem que devolver 301 como resposta. Para se certificar, você pode usar esse plugin do Firefox que mostra o cabeçalho retornado pelos servidores. Alguns servidores mal-configurados podem devolver outro tipo de resposta usando esse redirecionamento.

Esse método é bem simples e eficaz, porém funciona apenas no servidor Apache.

Outra maneira de unificar suas URLs é através do Webmaster Central do Google. Nele, você cadastra o(s) seu(s) site(s) no link ‘Webmaster Tools’ e tem a opção de escolher sua versão preferida, com ou sem ‘www’ (procure o link ‘Preferred domain’). A desvantagem é que isso é exclusividade do Google, então não funciona para outros buscadores como Yahoo! e Live.com

Inaugurando o blog

Monday, March 5th, 2007

Com esse post, inauguro oficialmente o SEKAIJU (sekaiju.net). O que será publicado aqui? Como não sou muito fã de blogs do tipo diário que fala o que eu fiz, faço ou deixo de fazer, inicialmente pretendo blogar sobre temas variados, com opiniões sobre assuntos que podem abordar desde cotidiano, política, tecnologia até minhas experiências com monetização e otimização de sites. Eventualmente posso blogar sobre alguma coisa pessoal mas o foco principal passará longe disso, a não ser que seja algo pessoal e que possa ser útil a mais alguém.

Só por curiosidade, esse blog está hospedado no Hostgator e o domínio foi comprado no GoDaddy. Estou mencionando isso porque ambos têm uma coisa em comum: aceitam Paypal como pagamento. Para brasileiros que costumam receber fundos através do Paypal, acho mais vantajoso utilizar o dinheiro da sua conta com serviços e produtos que aceitam Paypal como pagamento ao invés de receber tudo em cheque e depois usar cartão de crédito para comprar serviços no exterior. Outra ótima maneira de gastar os fundos da sua conta Paypal é comprando livros nos EUA. Mesmo contando com o frete, sai mais em conta comprar livros nos EUA do que tentar achar(se conseguir) os mesmos livros em lojas que vendem importados aqui no Brasil.